Cruz e Ressurreição

Segundo um site de botânica, “jardineiro.net”, a quaresmeira é descrita assim:


            “A quaresmeira é uma árvore de beleza notável, que encanta por sua elegância e exuberante floração. Seu porte geralmente é pequeno a médio, podendo atingir de 8 a 12 metros de altura. O tronco pode ser simples ou múltiplo, com diâmetro de 30 a 40 cm. As folhas são simples. A floração ocorre duas vezes por ano, no outono e na primavera, despontando abundantes flores pentâmeras, simples, com estames longos e corola arroxeada. O fruto é pequeno, indeiscente, marrom, com numerosas sementes minúsculas, dispersadas pelo vento.

Mesmo quando não está em flor, a quaresmeira é ornamental. Sua copa é de cor verde escura, com formato arredondado, e sua folhagem pode ser perene ou semi-decídua, dependendo da variação natural da espécie e do clima em que se encontra. Por suas qualidades, ela é uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil, podendo ornamentar calçadas, avenidas, praças, parques e jardins em geral. Seu único inconveniente é a relativa fragilidade dos ramos, que podem se quebrar com ventos fortes, provocando acidentes. Com podas de formação e controle, pode-se estimular seu adensamento e mantê-la com porte arbustivo.” (texto completo: http://www.jardineiro.net/br/banco/tibouchina_granulosa.php)

Logo ficava me perguntando e presenciando algumas situações e comportamentos ao longo das Semanas Santas que tenho celebrado.
            Olhando para “quaresmeira” e vendo sua simplicidade, fragilidade dos ramos, sementes minúsculas e mesmo assim uma beleza sem igual, comecei a querer compará-la à cruz que as vezes insistimos em carregar durante a Semana Santa.
            A Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser um estímulo e força para que possamos carregar a nossa, mas esta nunca é “maior”, nem mais pesada, daquilo que podemos carregar ou suportar. Cristo nos entrega uma cruz-pessoal, conforme a necessidade que cada um de nós necessita para crescermos no amor e na caridade e assim e como a quaresmeira, fazer a experiência cristã da Ressurreição.
            Não fiquemos colocando em nossas cruzes, que são cruzes de salvação, um peso imaginário muito maior do que realmente elas possuem. Carreguemos sim, carreguemos juntos, de mãos dadas a Jesus e aos irmãos.
“Não tendes sido provados além do que é humanamente suportável. Deus é fiel, e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças. Pelo contrário, junto com a provação ele providenciará o bom êxito, para que possais suportá-la.” (1Cor 10, 13)


Feliz Pessach da morte para vida!!!
Pe. Durvano, ocs